
O anúncio feito pelo presidente Jair Bolsonaro de isentar a cobrança de PIS e Cofins no preço do diesel por dois meses está longe de absorver a alta no preço do combustível neste ano. De acordo com cálculos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo (Ineep), da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a redução no preço final é de cerca de R$ 0,34 com a isenção dos impostos federais.
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No ano, o diesel acumula alta de R$ 0,56. Ou seja, absorve pouco mais da metade do aumento desde janeiro.
Ontem à noite, Bolsonaro disse ainda que “algo vai acontecer” na estatal, em resposta ao reajuste promovido na gasolina e no diesel na parte da manhã.
Segundo a Petrobras, os impostos federais, como PIS e Cofins, além do Cide (que está zerado desde 2018), representam 8% no preço final do diesel vendido no posto. O diesel conta com três reajustes no ano, cujo preço médio subiu de R$ 2,02 para R$ 2,58 por litro nas refinarias.
Segundo economistas, a isenção de dois meses terá um impacto nas contas públicas de cerca de R$ 3 bilhões.
Fonte: G1