
Um estudo divulgado nesta quarta-feira (04) e realizado pela Universidade Imperial College de Londres, revela que os vacinados com os imunizantes da Pfizer ou AstraZeneca têm risco de infecção pela variante Delta (B.1.617.2) reduzido, sendo de 50% a 60% menor, apresentando a eficácia dessas vacinas contra a nova cepa do Coronavírus.
A pesquisa foi nomeada de ‘REACT-1’ e contou com a participação de mais de 98 mil pessoas na Inglaterra, sendo realizada entre 24 de junho a 12 de julho, analisando a resposta imunológica dos voluntários que receberam as duas doses de uma dessas vacinas com quem não foi imunizado ou recebeu apenas a primeira dose.
Os resultados mostram que houve um aumento de 59% na proteção contra a variante Delta entre os voluntários que apresentaram sintomas da doença, porém essa pesquisa não avaliou individualmente as vacinas da Pfizer e AstraZeneca, abordando de forma geral os números obtidos entre os quase cem mil participantes.
Um outro estudo publicado na revista New England Journal of Medicine indica que os imunizantes são capazes de gerar uma resposta imune de 88% no caso da Pfizer e 67% na vacina de Oxford/AstraZeneca, níveis satisfatórios e que aumentam a eficácia contra casos graves dessa variante.
Variante Delta no mundo
Diversos países acenderam um alerta vermelho contra a variante Delta do Coronavírus, que provou um aumento de 121% no número de casos nos Estados Unidos e fez com que diversos países da Europa retomassem com as restrições sanitárias contra a propagação da doença.
Além de ser mais contagiosa, pesquisadores afirmam que essa mutação pode ameaçar o fim da pandemia com o aumento na quantidade de infectados, principalmente em pessoas que ainda não foram imunizadas. A crescente onda de casos ressalta a importância das medidas de contenção, incluindo uso de máscaras, proibição de aglomerações e distanciamento social.
Fonte: Tudocelular